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Jan 10

As célebres guerras liberais que ocorreram em Portugal entre 1828 e 1834 foi um flagelo para Miguelistas, partidários de D. Miguel e absolutistas, seguidores de D. Pedro V, foi um dos tristes episódios da nossa História, com todas as consequências nefastas que lhe advieram, mas sobretudo, pelo desamor e ódios fomentados entre irmãos e famílias inteiras que se destruiram mutuamente e que o  tempo, dificilmente, apagou das suas memórias.

Esta guerra, como tantas, por onde passou deixou penúria, vítimas e destruição. E aqui estou a referir, muito particularmente, a destruição de livros e documentos. Queimar e rasgar foram práticas sistemáticas e habituais e há época, nem as igrejas foram poupadas.

Muitos dos registos de baptismos, casamentos e óbitos que até 1910 eram efectuados pelos párocos nas respectivas paróquias, foram alvo de um selvático vandalismo. Valeu a pronta acção da Igreja e dos respectivos párocos, na reconstituição de registos, ou então, teria sido uma perda total e irremediável de uma boa parte do nosso passado histórico.

Existem marcas e testemunhos destes acontecimentos como é o caso de uma descrição exarada num livro de baptismos da freguesia de S. João de Óbidos,  que passo a transcrever:

Este livro ha de servir para nelle se lancarem os assentos dos baptismos da freguesia de São João Baptista actualmente annexa á de Santa Maria d'Obidos, para suprir dos assentos que continhão os livros que se extraviaram por occazião da guerra civil e entrada das tropas na villa en 1833.

Livro de Baptismos de S. João de Óbidos (1821-1833) existente no Arquivo Distrital de Leiria ( Dep. IV 38-A-10)

publicado por Ana às 19:04
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