10
Dez 12

Cresci a conviver de muito perto com o pinhal.

Desde tenra idade, sempre que o tempo permitia, o domingo era na praia ou em piqueniques, no pinhal. O verde dos pinheiros, o cheiro da resina, a manta de caruma que cobria o chão e aromatizava o espaço, fazem parte da minha paisagem. Não me imagino a viver noutro local. Mesmo quando o destino era a praia, o almoço era sempre no pinhal. De regresso a casa ainda fazíamos uma paragem para o lanche, que só terminava com a proximidade da noite.

Aos primeiros indícios de Primavera lá íamos (a família com um grupo de amigos ) rumo ao pinhal na procura de paz, de ar puro, de espaço, de energia, que nos revigorava para mais uma semana de trabalho.

À hora marcada reuníamo-nos no local estipulado, com todo o equipamento necessário, um bom repasto e boa disposição, para um dia bem passado. Feitas as saudações habituais, combinava-se o local do destino e lá partíamos em cortejo automobilístico rumo ao paraíso dominical.

Dependendo de ser um dia ameno ou quente, era escolhido um lugar mais abrigado ou  mais dotado de sombra, por vezes junto a um riacho, de preferência.

A mesa, as cadeiras, a tradicional manta, almofadas, tudo era estrategicamente colocado de forma a proporcionar conforto, lazer, descanso, divertimento. Sim, porque se tratavam de  convívios onde o bom humor nunca faltava, por vezes apimentado por uma anedota mais atrevida, uma piada espirituosa, uma situação caricata, um ou outro episódio que o nosso dia a dia nos proporciona, que rivalizam com a mais piadética anedota.

Divertidos eram os jogos que recriávamos: hóquei em que os stiks eram substituídos por troncos de pinheiro onde não faltavam claks e relato; corrida de sacos com participantes a cair mais, que a correr. O chinquilho com equipas a lembrar profissionais, jogos de cartas…

O momento especial era concedido ao almoço. As mesas recebiam as diversas iguarias. As mulheres, cozinheiras de mão cheia apresentavam as suas especialidades, sempre muito apreciados pelos bons garfos do grupo. Trocavam-se receitas, teciam-se elogios, a harmonia era perfeita. Chegada a hora da fruta, o melão era rei. Competia-se com o melão mais saboroso. No final umas guloseimas eram sempre bem recebidas.

publicado por Ana às 18:38
 O que é? |  O que é? | favorito

Dezembro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


arquivos
2016

2015

2014

2013

2012

2011

2010

2009

mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO