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Jun 11

Hoje dança-se quase todo o tipo de ritmo desde o “velho” tango que no início do século XX se propagou aos salões de dança de todo o mundo, à “bela” valsa, passando pelo fox-trot, pelo  xá-xá-xá , que contemporizaram com eles e o twist e o yé-yé que foram as grandes revoluções dos anos sessenta.

Mas danças houveram que caíram em completo esquecimento. O minuete, dança do séc. XVIII, nasceu em Poiton, antiga província de França e teve um grande impacto por todo o país, sobretudo no tempo de Luís XIV. Os salões fervilhavam de damas exibindo grandes tocados, seios desnudos e cavalheiros de perucas brancas e sapatos de enormes fivelas, como ditava a moda de então.

Elegante, miudinho, de movimentos demorados, o minuete era um  verdadeiro “tratado” de arte, desde a colocação do pé, o curvar o corpo, a elevação dos braços, tudo com muita elegância e graciosidade. A música assentava no compasso ternário, andamento vagaroso para acompanhar adequadamente os movimentos da dança.

As mulheres deslumbravam. Ver uma bela dama a dançar o minuete era caso de estontear cabeças, dizia o Barão de Santo André, em 1897. Margarida de Borgonha notabilizou-se na sua execução. D. João de Áustria, vice-rei dos Países Baixos deslocou-se a Paris para a ver dançar.

Muitos escritores de então encontravam no minuete assunto para as suas páginas onde dissertavam, cativando os seus destinatários. Verdadeiros coreógrafos se dedicaram a esta arte, tornando-se verdadeiros mestres.

Com a existência de algumas escolas de “Danças de Salão”, que têm contribuindo de forma significativa a prática de “velhas” danças, porque não recuperar o minuete?

publicado por Ana às 22:02

Confesso que sinto alguma frustração por não saber andar de bicicleta. De tudo a que me propus aprender na vida, foi a única que ficou por concretizar. E sinto pena… deve ser uma sensação de liberdade, para além de ser uma óptima terapia física e psíquica.

O velocípede remonta aos finais do século XVIII. Diríamos que de forma muito empírica e de má construção, contudo alguns deslizaram pelas ruas de Paris utilizados por pessoas elegantes que eles próprios moviam. O conde Sivrac está-lhe associado.

Ao longo do séc. XIX contribuíram, para aperfeiçoamento do veículo, Barão Dias, Macmillan, Ernest Michaux, entre outros.

Foi considerado um factor de perigo como se lia em 1874 na Associação Scientifica de França que dizia: “Os médicos franceses e ingleses têm tratado nos últimos tempos uma grande variedade de ferimentos resultantes do velocípede, dos quais alguns provêem dos novos perigos  que oferecem estes instrumentos de locomoção, pela posição elevada do cavaleiro, principalmente nas suas relações com as leis do equilíbrio. Os ferimentos mais comuns tem sido a deslocação das extremidades superiores, especialmente do radius. Algumas fracturas do cubitus têm também aparecido, com graves distensões, ou entorses nos pulsos”.

Mas os benefícios também acabaram por ser reconhecidos e no virar do séc. XIX para o séc. XX, na opinião dos entendidos a bicicleta já era considerada muito eficaz contra a obesidade, gota, nefrite, dispepsia e no tratamento de problemas cardíacos e  pulmonares.

O ritmo cadenciado e simétrico contribui, outrossim, de forma favorável para uma boa circulação e ainda contra a acção oxidante do organismo.

Como forma de desporto a bicicleta deu origem ao ciclismo que nasceu na Inglaterra, em meados do séc. XIX.

Hoje a modalidade reveste-se de variadas formas: estrada, BTT, ciclo turismo, montanha.

Também numa vertente artística a bicicleta integra, muitas vezes, espetáculos de circo em acrobacias de duas rodas, ou apenas de uma só, a recordar o velocípede inventado por um senhor alemão, chamado Hobby.

publicado por Ana às 21:23

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